Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.
sábado, 30 de abril de 2011
Quanto a mim só sou verdadeira quando estou sozinha. Quando eu era pequena pensava que de um momento para outro eu cairia para fora do mundo. Por que as nuvens não caem, já que tudo cai? É que a gravidade é menos que a força do ar que as levanta. Inteligente, não é? Sim, mas caem um dia em chuva. é a minha vingança.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Por falta de quem lhe respondesse ela mesma parecia se ter respondido: é assim porque é assim. Existe no mundo outra resposta? Se alguém sabe de uma melhor, que se apresente e a diga. estou há anos esperando. Enquanto isso as nuvens são brancas e o céu é todo azul. Para que tanto Deus. Por que não um pouco para os homens.
Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou uma desocupada e estou cansada, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbólicamente todos os dias. Mas preparada estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo: inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Meu coração se esvaziou de todo o desejo e reduziu-se ao próprio último ou primeiro pulsar. A dor de dentes que perpassa deu uma fisgada em plena boca nossa. Então eu canto alto agudo uma melôdia sincopada e estrindente: é a minha própria dor, eu que carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade?
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